
HISTÓRIA, FAMÍLIA E FORMAÇÃO DE UMA COMUNIDADE
A história da Fazenda Mata dos Lopes está profundamente ligada à trajetória de uma das antigas famílias que se estabeleceram na região de São Gotardo. Mais do que uma propriedade rural, a Mata dos Lopes representa um espaço de memória, de formação familiar e de ocupação do território, onde diferentes gerações deixaram suas marcas.
A antiga comunidade da Mata dos Lopes situa-se nas proximidades de São Gotardo, no sentido da saída para a cidade de Matutina, em direção ao leste. Trata-se de uma região marcada por belas paisagens de morros suaves, campos e áreas de vegetação que, ao longo do tempo, compuseram uma das paisagens rurais características do município. Entre suas marcas naturais destacam-se os ipês-amarelos, árvore que, com sua floração exuberante, tornou-se um dos símbolos mais representativos da paisagem são-gotardense.
A região também possui uma importante rede hidrográfica, formada por córregos que contribuíram para a ocupação e para as atividades agrícolas e pecuárias desenvolvidas ao longo das gerações. Ao sul, a comunidade é banhada pelo Córrego da Confusão; a oeste, encontra-se o Córrego da Venda, cursos d’água que, além de marcar os limites naturais da região, desempenharam papel importante no cotidiano das antigas famílias, no abastecimento das propriedades e na criação de animais.
Com o crescimento de São Gotardo e a expansão de sua área urbana, grande parte dos loteamentos existentes atualmente na saída para Matutina passou a ocupar terras que, no passado, integravam a antiga comunidade da Mata dos Lopes. Assim, o espaço que hoje apresenta novas moradias e propriedades urbanizadas guarda, sob a paisagem contemporânea, as marcas de uma antiga comunidade rural, formada por fazendas, sítios, caminhos, córregos e famílias que ajudaram a construir a história do município.
A denominação Mata dos Lopes está diretamente ligada à presença e à descendência da família Lopes, que se estabeleceu na região e, ao longo das gerações, deixou profundas raízes na formação da comunidade. Com o passar do tempo, os Lopes se ramificaram e estabeleceram laços de parentesco e convivência com outras famílias tradicionais, entre elas as famílias Rodrigues, Galvão e Ribeiro. Esses entrelaçamentos familiares contribuíram para formar uma extensa rede de parentesco, responsável por manter vivas as tradições, os costumes, as histórias e a memória daquele lugar.
Mais do que uma denominação geográfica, Mata dos Lopes representa, portanto, um importante capítulo da memória rural de São Gotardo. É um território marcado pela presença de antigas famílias, pelo trabalho na terra, pela força das relações de parentesco e por uma paisagem que ainda hoje conserva vestígios de um passado que merece ser conhecido, preservado e transmitido às novas gerações.
A história conhecida dessa família remonta ao português Francisco Lopes da Fonseca, nascido em Tavira, Faro, Portugal, em 1726, casado com Maria Rodrigues. A partir desse casal português desenvolveu-se uma extensa descendência que, posteriormente, se espalharia por diferentes localidades de Minas Gerais e teria importante presença na região de São Gotardo e Matutina.
AS ORIGENS DA FAMÍLIA LOPES
FRANCISCO LOPES DA FONSECA E MARIA RODRIGUES
No início desta história encontra-se o casal Francisco Lopes da Fonseca e Maria Rodrigues.
Francisco nasceu em Tavira, no distrito de Faro, Portugal, em 1726. Seu casamento com Maria Rodrigues representa o ponto de partida da linhagem familiar aqui estudada.
O casal teve, entre seus descendentes, dois filhos que se destacam na formação dos ramos posteriormente estabelecidos em Minas Gerais:
• SALVADOR LOPES RODRIGUES;
• JOSÉ LOPES RODRIGUES.
A partir deles a família começou a se dividir em diferentes ramos, formando uma extensa rede de parentesco.
FAMÍLIA LOPES, RODRIGUES E RIBEIRO
PROGENITOR A — FRANCISCO LOPES DA FONSECA
Francisco Lopes da Fonseca, nascido em Tavira, Faro, Portugal, em 1726, casado com Maria Rodrigues.
1. SALVADOR LOPES RODRIGUES
Nascido em Pitangui, em 1764, e falecido em 1840. Casado com Maria Fernandes da Silva.
1.1. José Lopes Rodrigues da Silva
Nascido em Itaúna, em 1808, e falecido em 1914. Casado com Francelina Alves da Conceição, nascida em 1811.
2. JOSÉ LOPES RODRIGUES
Nascido em Pitangui, em 1804, e falecido em 1876. Casado com Maria Luíza da Silva, filha de Antônio da Silva Coelho.
2.1. Francisca Regina da Silva
Nascida em 1828 e falecida em 1898. Casada com Gabriel Rodrigues Ribeiro Filho, nascido em Sant’Ana de São João Acima, em 1825, e falecido em 1910.
2.2. Maria Joaquina da Silva
Nascida em 1830 e falecida em 1898. Casada com Francisco Rodrigues Ribeiro, nascido em 1824 e falecido em 1900.
PROGENITOR B — ANTÔNIO RODRIGUES RIBEIRO
Antônio Rodrigues Ribeiro, nascido em São Sebastião do Itatiaiuçu, da Freguesia do Morro de Mateus Leme, em 1766, e falecido em 1843, na Fazenda do Córrego do Soldado, em Santana do São João Acima, hoje Itaúna. Casado com Isabel Pereira Sousa, nascida em 1766, em Itatiaiuçu, Curral-del-Rei.
1. FRANCELINA ALVES DA CONCEIÇÃO
Nascida em 1811. Casada com José Lopes Rodrigues da Silva.
2. GABRIEL RODRIGUES RIBEIRO
Nascimento: aproximadamente 1796, em Itatiaiuçu, Curral-del-Rei.
Falecimento: 12 de janeiro de 1829.
Casado com Júlia Maria Cesar da Silva, nascida em 1805 e falecida em agosto de 1834, em Pará de Minas.
2.1. Gabriel Rodrigues Ribeiro Filho
Nascimento: aproximadamente 1825, em Carmo do Cajuru.
Falecimento: 14 de maio de 1910, em São Gotardo-MG.
Casado com Francisca Regina da Silva, nascida em 1828 e falecida em 30 de maio de 1898, em São Gotardo-MG.
2.2. Francisco Rodrigues Ribeiro
Nascimento: 1825, em Sant’Ana de São João Acima.
Falecimento: 9 de junho de 1900, em São Gotardo-MG.
Casado com Maria Joaquina da Silva, nascida aproximadamente em 1830 e falecida em 12 de junho de 1898, em São Gotardo-MG.
A UNIÃO DOS DOIS RAMOS FAMILIARES
Um fato particularmente marcante nessa genealogia é o casamento de dois irmãos da família Rodrigues Ribeiro com duas irmãs da família Lopes.
De um lado, temos:
2.1. Gabriel Rodrigues Ribeiro Filho
casado com
2.1.1. Francisca Regina da Silva
De outro:
2.2. Francisco Rodrigues Ribeiro
casado com
2.2.1. Maria Joaquina da Silva
Assim, os irmãos Gabriel Rodrigues Ribeiro Filho e Francisco Rodrigues Ribeiro casaram-se, respectivamente, com as irmãs Francisca Regina da Silva e Maria Joaquina da Silva.
Essa dupla união matrimonial criou uma estreita e intrigante teia familiar entre as famílias Rodrigues Ribeiro e Lopes, aproximando ainda mais os dois troncos genealógicos.
É desse curioso e importante entrelaçamento familiar que, segundo os dados reunidos, descende grande parte das famílias naturais da região de São Gotardo.
O RAMO DE SALVADOR LOPES RODRIGUES
SALVADOR LOPES RODRIGUES, nascido em Pitangui, em 1764, e falecido em 1840, casou-se com Maria Fernandes da Silva.
Entre seus descendentes destaca-se José Lopes Rodrigues da Silva, nascido em Itaúna, em 1808, e falecido em 1914.
José Lopes Rodrigues da Silva casou-se com Francelina Alves da Conceição, nascida em 1811.
É justamente nessa geração que aparece uma das ligações fundamentais para a história da Mata dos Lopes: os descendentes de José Lopes Rodrigues da Silva são apontados como os desbravadores e formadores da Fazenda Mata dos Lopes.
O RAMO DE JOSÉ LOPES RODRIGUES
Outro importante ramo da família teve origem em José Lopes Rodrigues, nascido em Pitangui, em 1804, e falecido em 1876.
José foi casado com Maria Luíza da Silva, filha de Antônio da Silva Coelho.
Entre os seus descendentes destacam-se duas filhas:
Francisca Regina da Silva,
Nascida em 1828 e falecida em 1898, Francisca Regina da Silva casou-se com Gabriel Rodrigues Ribeiro Filho, nascido em Sant’Ana de São João Acima, em 1825, e falecido em 1910.
Maria Joaquina da Silva
Nascida em 1830 e falecida em 1898, Maria Joaquina da Silva casou-se com Francisco Rodrigues Ribeiro, nascido em 1825, em Sant’Ana de São João Acima, e falecido em 1900.
Esses dois casamentos são fundamentais para compreender a formação da rede familiar que posteriormente se estabeleceu na região de São Gotardo.
A FAMÍLIA RODRIGUES RIBEIRO
A história da Mata dos Lopes não pode ser compreendida somente pela linhagem Lopes. Um segundo núcleo familiar, ligado aos Rodrigues Ribeiro, encontra-se diretamente entrelaçado a essa história.
O outro patriarca identificado é Antônio Rodrigues Ribeiro, nascido em São Sebastião do Itatiaiuçu, na freguesia do Morro de Mateus Leme, em 1766, e falecido em 1843, na Fazenda do Córrego do Soldado, em Santana do São João Acima, atual Itaúna.
Antônio Rodrigues Ribeiro era casado com Isabel Pereira Sousa, nascida em 1766, em Itatiaiuçu, então vinculada ao Curral-del-Rei.
Entre os seus descendentes encontram-se Francelina Alves da Conceição e Gabriel Rodrigues Ribeiro.
Francelina Alves da Conceição casou-se com José Lopes Rodrigues da Silva, estabelecendo uma primeira ligação entre os dois núcleos familiares.
Gabriel Rodrigues Ribeiro, por sua vez, foi pai de Gabriel Rodrigues Ribeiro Filho e de Francisco Rodrigues Ribeiro.
DUAS FAMÍLIAS, QUATRO CASAMENTOS E UMA GRANDE REDE DE PARENTESCO
Uma das características mais importantes dessa história é o forte entrelaçamento entre as famílias.
Gabriel Rodrigues Ribeiro Filho casou-se com Francisca Regina da Silva.
Francisco Rodrigues Ribeiro casou-se com Maria Joaquina da Silva.
Assim, dois irmãos da família Rodrigues Ribeiro uniram-se a duas irmãs da família Lopes Rodrigues.
Essa dupla união matrimonial criou uma estreita rede de parentesco entre as famílias Lopes, Rodrigues e Ribeiro, contribuindo para a formação de um dos núcleos familiares pioneiros relacionados à região de São Gotardo.
OS LOPES E A FORMAÇÃO DA MATA DOS LOPES
É dentro dessa extensa rede genealógica que devemos compreender o surgimento da Mata dos Lopes.
Os descendentes de José Lopes Rodrigues da Silva, casado com Francelina Alves da Conceição, são apontados nos dados reunidos como os desbravadores da Fazenda Mata dos Lopes.
A propriedade e a comunidade que posteriormente receberam o nome de Mata dos Lopes não surgiram, portanto, de maneira isolada. Elas estão relacionadas ao processo de deslocamento, ocupação e formação de famílias que, ao longo das gerações, avançaram pelo território mineiro e chegaram à região de São Gotardo.
A fazenda tornou-se, assim, mais do que uma referência geográfica. O próprio nome Mata dos Lopes preserva a memória da família que ali deixou suas raízes.
A MATA DOS LOPES E A FORMAÇÃO DAS PRIMEIRAS FAMÍLIAS DE SÃO GOTARDO
A genealogia apresentada revela uma verdadeira teia de parentesco.
De um lado estavam os descendentes de Francisco Lopes da Fonseca e Maria Rodrigues. De outro, os descendentes de Antônio Rodrigues Ribeiro e Isabel Pereira Sousa.
Por meio dos casamentos entre seus descendentes, essas famílias passaram a formar um núcleo cada vez mais unido.
Essa rede familiar ajuda a compreender como determinadas famílias se tornaram pioneiras na ocupação da região de São Gotardo e como seus nomes permaneceram associados a fazendas, comunidades e lugares que ainda hoje fazem parte da memória local.
A Fazenda Mata dos Lopes deve ser compreendida dentro desse contexto: como resultado da presença de várias gerações de uma família que, partindo de antepassados portugueses e passando por diferentes localidades mineiras, chegou à região e participou de sua formação.
AS PRIMEIRAS GERAÇÕES DA FAZENDA MATA DOS LOPES
FRANCISCO LOPES DA FONSECA — CASADO COM MARIA RODRIGUES
1- José Lopes Rodrigues (1804/1876) — Casado com Maria Luíza da Silva
2- Salvador Lopes Rodrigues (1764/1840) Casado com: Maria Fernandes da Silva
2.1- José Lopes da Silva Sobrinho (1808/1914)
Casado com: Francelina Alves da Conceição (irmã de Gabriel Rodrigues)
2.1.1- ANTÔNIO LOPES DA SILVA SOBRINHO (1830/1890)
Casado com: MARIA JOSÉ DE ASSUMPÇÃO
• 2.1.1.1- Antônia Lopes da Silva Júnior — Casado com Brasilina Rufina Jesus
• 2.1.1.2- Anna Rosa de Jesus — Casada com José Ferreira dos Santos
• 2.1.1.3- José Lopes da Silva — Casado com Lucinda Auta de Jesus
• 2.1.1.4- Lúcio Lopes da Silva — Casado com Maria Antônia da Silva
• 2.1.1.5- Lucino Lopes da Silva — Casado com Carolina da Silva
• 2.1.1.6- Firmino Lopes da Silva — Casado com Maria Antônia de Jesus
• 2.1.1.7- Francisco Lopes da Silva
• 2.1.1.8- Francelina Lopes da Silva
2.1.2- JOSÉ LOPES DA SILVA JÚNIOR “JOSÉ LOPÃO”
Casado com: EMÍLIA MENDES DE CARVALHO
• 2.1.2.1- Antônio de Paula Ribeiro
• 2.1.2.2- Marçal Mendes Carvalho
• 2.1.2.3- Francisca Mendes de Carvalho
• 2.1.2.4- Francelina Alves da Conceição (1888/1925) — Casada com Marinho Augusto da Silva
o 2.1.2.4.1- José Augusto Galvão (1915/1931)
o 2.1.2.4.2- Marinho Augusto da Silva Filho — Casado com Divina Maria de Jesus
o 2.1.2.4.3- Emília Augusta da Silva (1918/2005) — Casada com José Luciano da Silva
o 2.1.2.4.4- Dorvina Augusta da Silva (1920/1991)
o 2.1.2.4.5- Etelvina Augusta da Silva — Casada com José Mota da Silva
o 2.1.2.4.6- Onísio Augusto da Silva (1924/2004) — Casado com AMília Geralda da Silva
• 2.1.2.5- José Lopes da Silva Filho — Casado com Maria José Galvão
o 2.1.2.5.1- José Rodrigues Mendes — Casado com Eliza Maria Jesus
o 2.1.2.5.2- Geraldo Lopes Rodrigues — Casado com Maria Luíza Jesus
o 2.1.2.5.3- Augustinho Lopes — Casado com Amélia Maria Jesus
o 2.1.2.5.4- Maria Carolina de Jesus — Casada com José Luíz Cardoso
o 2.1.2.5.5- Inácio Lopes da Silva
• 2.1.2.6- José Rodrigues Neto
• 2.1.2.7- Maria Mendes de Carvalho — Casada com Josué Alves Ribeiro
• 2.1.2.8- Joaquim Lopes da Silva — Casado com Maria Antônia (1894/1961) (Filha de Eduardo)
o 2.1.2.8.1- José Inocêncio Lopes
o 2.1.2.8.2- Maria Rita Silva
o 2.1.2.8.3- Odette Lopes da Silva
o 2.1.2.8.4- Maria Lopes da Silva
o 2.1.2.8.5- José Lopes da Silva
o 2.1.2.8.6- Maria Catarina da Silva
o 2.1.2.8.7- Maria Conceição da Silva
o 2.1.2.8.8- Maria Emília da Silva
o 2.1.2.8.9- Maria Joaquina da Silva
o 2.1.2.8.10- Maria José da Silva
o 2.1.2.8.11- Maria das Dores da Silva
o 2.1.2.8.12- Maria dos Santos da Silva
• 2.1.2.9- Carolina Maria de Jesus (1900/1990) — Casada com Antônio Rodrigues de Camargos
o 2.1.2.9.1- Dorcina Peres Camargo — Casada com Raul Rodrigues Galvão
• 2.1.2.10- Francisco Mendes Lopes “Chico Lopes” (1901/1989) — Casado com Aurora Eulália Mendes
o 2.1.2.10.1- Eliza Peres Camargo — Casada com Hilarino Vieira da Silva
o (Item s/ numeração no original) Alzira Pires Camargos — Casada com Francisco Inácio Pires
• 2.1.2.11- Ernesto Mendes Lopes (1902/1987) — Casado com Dorvina Maria Camargos
• 2.1.2.12- Maria Aurora Lopes
2.1.3- JOÃO LOPES DA SILVA
Casado com: ANNA JOAQUINA DA SILVA GALVÃO
• 2.1.3.1- Eduardo Augusto da Silva (1868/1950) — Casado com Rita Teodoro da Conceição (1873/1949)
o 2.1.3.1.1- Maria Antônia de Jesus (1894/1961) — Esposa de Joaquim Lopes da Silva
2.1.3.1.1.1- José Inocêncio Lopes
2.1.3.1.1.2- Maria Rita Silva
2.1.3.1.1.3- Odette Lopes da Silva
2.1.3.1.1.4- Maria Lopes da Silva
2.1.3.1.1.5- José Lopes da Silva
2.1.3.1.1.6- Maria Catarina da Silva
2.1.3.1.1.7- Maria Conceição da Silva
2.1.3.1.1.8- Maria Emília da Silva
2.1.3.1.1.9- Maria Joaquina da Silva
2.1.3.1.1.10- Maria José da Silva
2.1.3.1.1.11- Maria das Dores da Silva
2.1.3.1.1.12- Maria dos Santos da Silva
o 2.1.3.1.2- Antenor Augusto da Silva — Casado com Mariana Carolina de Jesus
2.1.3.1.2.1- Osmarina Maria Porto
2.1.3.1.2.2- Cecília Augusta
2.1.3.1.2.3- Laurita Augusta da Silva
2.1.3.1.2.4- Alaor Augusto da Silva
2.1.3.1.2.5- Maria de Lourdes da Silva
o 2.1.3.1.3- Azarias Augusto da Silva — Casado com Ornézia Maria de Jesus
o 2.1.3.1.4- Maria Luíza da Silva (1901/1982) — Esposa de Francisco Gentil Pereira
2.1.3.1.4.1- João Gentil Pereira
2.1.3.1.4.2- Janda Maria Silva
2.1.3.1.4.3- José Gentil Pereira
2.1.3.1.4.4- Osmar Gentil Pereira
2.1.3.1.4.5- Antônio Gentil Pereira
o 2.1.3.1.5- Maria Joaquina da Silva — Esposa de João Cardoso da Costa
2.1.3.1.5.1- Maria das Dores Silva
2.1.3.1.5.2- Dorinato Cardoso
2.1.3.1.5.3- José Braz Cardoso
o 2.1.3.1.6- José Eduardo da Silva — Casado com Julieta Regina Rodrigues
o 2.1.3.1.7- Antônia Rufina de Jesus — Casada com Olímpio Pereira da Silva (Olímpio Vieira)
2.1.3.1.7.1- Rita Maria Jesus
2.1.3.1.7.2- João Pereira Silva
o 2.1.3.1.8- Ignácio Venâncio da Silva — Casado com Maria José de Jesus
o 2.1.3.1.9- Edmundo Augusto da Silva (1912/2009) — Casado com Maria Antônia Rodrigues
o 2.1.3.1.10- Raymundo Augusto da Silva — Casado com Alice Maria dos Santos
o 2.1.3.1.15- Maria Antônia da Silva — Casada com Lúcio Lopes da Silva
2.1.3.1.15.1- Maria José da Silva
2.1.3.1.15.2- Divino Lopes da Silva
2.1.3.1.15.3- Divina Lopes da Silva
2.1.3.1.15.4- José Lopes da Silva
2.1.3.1.15.5- Antônio Lopes da Silva
2.1.3.1.15.6- Lúcia Lopes da Silva
2.1.3.1.15.7- Rolinda Maria da Silva — Esposa de Orgeniz Lopes da Silva
• 2.1.3.2- Maria Amélia da Silva (1871/1963) — Casada com Jesuíno Rodrigues Galvão
• 2.1.3.3- Balbina Augusta da Silva (1874/1914)
• 2.1.3.4- Leonardo Augusto da Silva — Casado com Virgínia Luíza de Jesus
o 2.1.3.4.1- Theófhilo Augusto da Silva — Casado com Luíza de Jesus
o 2.1.3.4.2- Adelino Augusto da Silva — Casado com Maria Luíza
o 2.1.3.4.3- Marinho Augusto da Silva — Casado com Maria José Jesus
o 2.1.3.4.4- Maria José — Casada com Frederico Rodrigues Galvão
o 2.1.3.4.5- Juvelina Luíza Jesus
o 2.1.3.4.6- Marinho Augusto Silva Filho — Casado com Divina Maria Jesus
o 2.1.3.4.7- Alzira Luíza da Silva — Casada com Raimundo Paulino Silva
• 2.1.3.5- José Augusto da Silva (1875/1904) — Casado com Maria Luíza do Nascimento
o 2.1.3.5.1- João Augusto Sobrinho
o 2.1.3.5.2- Antônio Augusto da Silva
o 2.1.3.5.3- Agenor Augusto da Silva
o 2.1.3.5.4- Maria Luíza da Silva
o 2.1.3.5.5- Maria Divina da Silva
• 2.1.3.6- Francisco Augusto da Silva — Casado com Philomena Maria de Jesus
o 2.1.3.6.1- Etelvina Maria Jesus — Casada com João Valério
o 2.1.3.6.2- Augusta Maria Jesus — Casada com Antônio Gabriel
o 2.1.3.6.3- Luíza Maria — Casada com Antônio Machado Castro
• 2.1.3.7- Isolina Augusta da Silva (1880/1922) — Casada com João Inocêncio Alves
• 2.1.3.8- Theóphilo Augusto da Silva — Casado com Maria Rufina de Jesus
o 2.1.3.8.1- Ornézia Maria Jesus — Casada com Azarias Augusto da Silva
o 2.1.3.8.2- João Augusto Sobrinho — Casado com Maria Horizontina Jesus
o 2.1.3.8.3- Etephina Maria Jesus — Casada com Luíz Honório
o 2.1.3.8.4- Raimunda Lopes da Silva — Casada com Ana Esméria Silva
o 2.1.3.8.5- Divina Lopes Silva — Casada com Benvinda Maria Jesus
o 2.1.3.8.6- Maria Rufina Silvas — Casada com João Costinha Filho
o 2.1.3.8.7- José Lopes Silva — Casado com Rosa Divina
o 2.1.3.8.8- Lázaro Lopes Silva — Casado com Maria Leopoldina Silva
o 2.1.3.8.9- Jaci Lopes Silva
o 2.1.3.8.10- Iracema Lopes Rodrigues
• 2.1.3.9- Antônio Augusto da Silva — Casado com Etelvina Maria do Carmo
• 2.1.3.10- Maria Rufina da Silva — Casada com Antônio Rodrigues Ribeiro (1859/1931)
o 2.1.3.10.1- Julieta Regina — Casada com José Eduardo Silva
o 2.1.3.10.2- Alberico Rodrigues Ribeiro — Casado com Abigail Fonte Boa
o 2.1.3.10.3- Cassiano Rodrigues Ribeiro — Casado com Maria Rita
o 2.1.3.10.4- Alderico Rodrigues Ribeiro — Casado com Alice Julieta da Silva
o 2.1.3.10.5- Maria Antônia — Casada com Edmundo Augusto
• 2.1.3.11- Marinho Augusto da Silva — Casado com Maria Rufina Jesus
• 2.1.3.12- Olegário Augusto da Silva (1890/1959) — Casado com Maria José da Conceição
o 2.1.3.12.1- Etelvino Lopes Silva — Casado com Maria Alves Araújo
o 2.1.3.12.2- Orozita Lopes Silva — Casada com José Rodrigues Galvão
o 2.1.3.12.3- Orozimbo Lopes Silva — Casado com Maria Vitória Alves
o 2.1.3.12.4- Juveliques Lopes Silva — Casado com Amélia Cândida Jesus
o 2.1.3.12.5- Geraldo Lopes Silva
• 2.1.3.13- Virgílio Augusto da Silva — Casado com Anna Carolina da Silva
o 2.1.3.13.1- Divina Carolina — Casada com Vigilato Machado Rodrigues
o 2.1.3.13.2- José Lopes Silva — Casado com Francisca Luíza Silva
• 2.1.3.14- João Augusto da Silva
2.1.4- MARIA LUÍZA LOPES DA SILVA
Casada com: JOSÉ ITELVINO
2.1.5- FRANCISCO LOPES DA SILVA SOBRINHO (1830/1942)
Casado com: MARIA AMÉLIA SILVA
2.1.6- JOAQUIM LOPES DA SILVA (1849/1906)
Casado com: BALBINA RUFINA DE JESUS (1851/1918)
• 2.1.6.1- Antônio Lopes da Silva — Casado com Carolina Rosa Jesus
• 2.1.6.2- Maria Rufina Jesus
• 2.1.6.3- Narciza Luíza Jesus — Casada com José Alves Carvalho
• 2.1.6.4- Balbina Luíza de Jesus
• 2.1.6.5- Virginia Luíza de jesus — Casada com Leonardo Augusto da Silva
• 2.1.6.6- Cornélio Lopes da Silva — Casado com Maria Antônia Jesus
• 2.1.6.7- Teóphilo Luíz da Silva — Casado com Maria Carolina Jesus
2.1.7- PEDRO LOPES DA SILVA (1825/1921)
Casado com: Balbina Flávia Galvão
• 2.1.7.1- Maria Flávia da Silva (1866/1938) — Casada com José Rodrigues Galvão
• 2.1.7.2- Pedro Lopes da Silva — Casado com Maria Lucinda de Jesus
• 2.1.7.3- Lucinda Luíza de Jesus — Casada com João Soares da Silva
• 2.1.7.4- José Antônio da Silva (corrigido de 2.17.4) — Casado com Francisca Maria de Jesus
• 2.1.7.5- Luíza Rosa de Jesus (corrigido de 2.17.5) — Casada com Miguel Lopes da Silva
• 2.1.7.6- Levino José da Silva (corrigido de 2.16.6) — Casado com Carmelina Laurinda Carvalho
• 2.1.7.7- Maria Antônia de Jesus (corrigido de 2.16.6) — Casada com Casimiro Soares Silva
2.1.8- ANNA MARIA DE JESUS
2.1.9- GABRIEL LOPES DA SILVA
Casado com: REGINA RODRIGUES
2.1.10- MIGUEL LOPES DA SILVA
Casado com: LUÍZA AMÉLIA DE JESUS
2.1.11- MANUEL LOPES DA SILVA
Casado com: MARIA VICTÓRIA DE JESUS (1830/1913)
• 2.1.11.1- Maria Genoveva da Silva — Casada com José Alves
• 2.1.11.2- Antônio Manoel da Silva (1854/1930) — Casado com Regina Maria Jesus
• 2.1.11.3- Isabel Maria de jesus
• 2.1.11.3b- José Manuel Lopes da Silva (segundo 2.1.11.3 no original) — Casado com Maria Delphina de Jesus
• 2.1.11.4- Regina Maria de Jesus — Casada com Manuel José Rodrigues
• 2.1.11.5- Balbina Maria de Jesus — Casada com José Joaquim Soares
• 2.1.11.6- Virgínia Maria de Jesus — Casada com João Pereira Cardoso (João Vieira)
• 2.1.11.7- Flávio Lopes da Silva — Casado com Anna Pereira Silva (Ana Vieira)
• 2.1.11.8- Virgínia Maria de Jesus (1876/1913) — Casada com Antônio Faustino Lopes
A EXPANSÃO DA FAMÍLIA LOPES E O LEGADO DE UMA GERAÇÃO
A partir da segunda geração da família Lopes, a história dessa grande linhagem passou a se entrelaçar com a de outras famílias antigas e tradicionais da região. Entre essas famílias destaca-se a família Galvão, com a qual ocorreram diversos matrimônios ao longo das gerações.
Essas uniões matrimoniais deram origem a uma nova e importante ramificação familiar, especialmente na região da comunidade do Capão do Caçador, onde os descendentes passaram a ser conhecidos pela união dos sobrenomes Lopes/Galvão.
Esse entrelaçamento demonstra como as antigas famílias não viviam isoladas. Os casamentos aproximavam propriedades, famílias e comunidades, criando verdadeiras redes de parentesco que contribuíram para a ocupação e para a formação social da região.
A FRAGMENTAÇÃO DA FAZENDA
Com o passar das gerações, a família Lopes cresceu consideravelmente. A antiga Fazenda Mata dos Lopes, que havia sido espaço de moradia, trabalho e criação de várias gerações, foi sendo gradativamente fragmentada entre os descendentes.
As famílias eram numerosas e, com a divisão das terras, nem sempre havia espaço suficiente para que todos permanecessem na propriedade de seus antepassados. Muitos descendentes precisaram partir em busca de novas oportunidades, levando consigo o sobrenome, as tradições e os ensinamentos recebidos de seus pais e avós.
Foi assim que a família Lopes, ao mesmo tempo em que se espalhava, também ajudava a povoar novas áreas da região de São Gotardo e Matutina.
Cada novo núcleo familiar representava uma continuação da história iniciada na Mata dos Lopes.
OS LOPES E A FORMAÇÃO DE NOVAS LOCALIDADES
A expansão da família pode ser percebida também pelo surgimento de novas propriedades rurais que passaram a carregar, direta ou indiretamente, a presença e a memória dos Lopes.
JOSÉ LOPES DA SILVA JÚNIOR — O “JOSÉ LOPÃO”
O senhor José Lopes da Silva Júnior, era conhecido pela comunidade como “José Lopão”, pai do senhor Chico Lopes, foi responsável pela formação da Fazenda Capão dos Lopes, localizada nas proximidades do atual Balneário de São Gotardo.
O próprio nome da propriedade perpetuou a presença da família e demonstra como o sobrenome Lopes passou a identificar lugares e territórios onde seus descendentes se estabeleceram.
JOÃO LOPES DA SILVA E EDUARDO AUGUSTO DA SILVA
O senhor João Lopes da Silva e seu filho Eduardo Augusto da Silva permaneceram ligados à Mata dos Lopes, onde constituíram suas famílias e deixaram uma grande descendência.
A permanência dessa linhagem na antiga comunidade contribuiu para conservar viva a memória daqueles primeiros tempos e manter, através das gerações, a ligação da família com a terra de seus antepassados.
O senhor Eduardo Augusto possuía um moinho e um monjolo em sua fazenda onde prestava serviços juntamente com seus filhos onde atendiam e prestavam auxílio aos moradores da Mata dos Lopes. Por causa dessa atividade e da importância dos serviços prestados na região, a sua propriedade passou a ser conhecida como “FAZENDA GRUTA DO MONJOLO”.
Principais serviços do monjolo do senhor Eduardo Augusto no processamento de cereais:
• Descasque de arroz e milho: Removia a palha e a casca externa dos grãos de arroz e do milho seco por meio dos impactos contínuos.
• Moagem e trituração: Esmagava o milho até transformá-lo em quirera (canjiquinha) ou fubá para a produção de broas, angus e pães.
• Debulha e quebra inicial: Quebrava a espiga e solta os grãos de milho endurecidos antes do armazenamento ou preparo.
• Trituração de café: Tratava os grãos de café secos (em cova ou terreiro) para retirar a casca seca antes da torra.
MARIA AMÉLIA LOPES E A FAMÍLIA GALVÃO
A senhora Maria Amélia Lopes, casada com Jesuino Rodrigues Galvão, representa mais uma importante união entre as famílias Lopes e Galvão.
O casal estabeleceu uma fazenda nas proximidades da cidade de Matutina, contribuindo para a expansão da presença das duas famílias naquela região.
A senhora Isolina Augusta da Silva Lopes Casada com João Inocêncio Alves Fundaram a fazenda Olaria nas proximidades de Matutina.
Esse casamento integra o processo de entrelaçamento que deu origem a diversos descendentes conhecidos pela ligação entre os sobrenomes Lopes, Alves e Galvão.
MANUEL LOPES DA SILVA
O senhor Manuel Lopes da Silva estabeleceu uma fazenda nas proximidades da Guarda dos Ferreiras e da comunidade do Córrego do Retiro.
Ali deixou uma numerosa descendência, posteriormente fortalecida pelo entrelaçamento com a família Vieira.
Mais uma vez, a história demonstra que a expansão territorial dos Lopes caminhava lado a lado com a formação de novas alianças familiares.
CAROLINA MARIA LOPES
A senhora Carolina Maria Lopes, esposa de Antônio Rodrigues Camargos, estabeleceu uma fazenda na região da Mata dos Inícios.
Sua presença representa outro ramo da grande família Lopes que se espalhou pelo território, levando consigo o sobrenome e a tradição familiar para novas terras.
JOSÉ MANUEL LOPES
Outro importante descendente foi José Manuel Lopes, responsável pela formação da Fazenda do Gordura, Mata dos Vieiras situada nas proximidades da Mata dos Pires.
Mais uma vez, a presença dos Lopes ultrapassava os limites da antiga Mata dos Lopes, criando novos núcleos familiares e novas referências na paisagem rural da região.
UMA FAMÍLIA QUE AJUDOU A POVOAR UMA REGIÃO
Quando observamos essa trajetória em seu conjunto, percebemos que a história da família Lopes ultrapassa os limites de uma única fazenda.
Da antiga Mata dos Lopes, os descendentes foram se espalhando por diferentes pontos do território. Formaram novas propriedades, constituíram famílias, estabeleceram alianças por meio do casamento e ajudaram a dar origem a novos núcleos de povoamento.
Os nomes Mata dos Lopes, Capão dos Lopes, Mata dos Inácios, Mata dos Pires, Córrego do Retiro, Guarda dos Ferreiras e tantas outras referências da região guardam, de diferentes maneiras, a memória de uma época em que as famílias pioneiras avançavam pelo território, derrubavam as matas, preparavam a terra e construíam suas moradas.
Foi um tempo de trabalho árduo, de grandes dificuldades e de poucos recursos. Mas foi também um tempo marcado pela coragem, pela esperança e pelo desejo de construir um futuro melhor para os filhos.
O LEGADO DOS LOPES
A contribuição da família Lopes para a região de São Gotardo e Matutina não se limitou à formação de fazendas e comunidades.
Ao longo das gerações, seus descendentes participaram da construção da sociedade local em diferentes áreas da vida comunitária. Estiveram presentes na formação social, econômica e política da região e contribuíram, também, para a educação e para diversos outros segmentos da vida pública e comunitária.
A história de uma cidade não é construída apenas por grandes acontecimentos ou por nomes registrados nos livros oficiais. Ela também é feita pelas mãos daqueles que, muitas vezes anonimamente, abriram caminhos, cultivaram a terra, criaram seus filhos, formaram famílias e ajudaram a transformar pequenas comunidades em cidades.
Nesse sentido, a trajetória dos Lopes é parte importante da própria história de São Gotardo.
UMA PALAVRA DE GRATIDÃO
Ao chegar ao final desta história, fica, acima de tudo, um sentimento de gratidão.
Gratidão àqueles homens e mulheres que, em tempos difíceis, tiveram a coragem de enfrentar as matas, abrir caminhos, preparar a terra e construir suas casas.
Gratidão aos que transformaram o trabalho diário em esperança e fizeram da terra escolhida para viver um lugar para criar os filhos, formar famílias e construir o futuro.
Gratidão às gerações que vieram antes, muitas vezes sem imaginar que, décadas ou séculos depois, seus nomes continuariam presentes na memória daqueles que hoje contam sua história.
Aos Lopes, fica o reconhecimento por uma trajetória construída com trabalho, coragem, perseverança e amor à terra.
Eles chegaram, permaneceram, multiplicaram-se e partiram para novos lugares. E, onde quer que tenham chegado, levaram consigo a força de suas raízes.
A antiga Mata dos Lopes não foi apenas uma fazenda. Foi um ponto de partida. Dela saíram famílias, histórias, sonhos e descendências que se espalharam pela região, ajudando a formar comunidades e a construir a sociedade que conhecemos hoje.
Cada árvore derrubada, cada lavoura plantada, cada casa construída e cada filho criado representou um pequeno capítulo de uma história muito maior.
Hoje, quando olhamos para o caminho percorrido, compreendemos que o verdadeiro patrimônio deixado por essa família não está somente nas terras que ocuparam, nas fazendas que formaram ou nos sobrenomes que permaneceram.
O LEGADO DAS GERAÇÕES QUE VIERAM DEPOIS.
São elas que mantêm viva a memória daqueles que um dia chegaram a estas terras e, com suas próprias mãos, começaram a construir um futuro.
Que esta história seja, portanto, uma homenagem a todos os Lopes, homens e mulheres que fizeram da coragem uma herança, do trabalho uma tradição e da família o seu maior patrimônio.
À família Lopes, nossa gratidão.
Gratidão por terem aberto caminhos.
Gratidão por terem cultivado a terra.
Gratidão por terem formado famílias.
Gratidão por terem ajudado a construir esta região.
E, sobretudo, gratidão por terem deixado uma história que merece ser lembrada pelas gerações de hoje e pelas que ainda virão.
A história passa, as gerações se renovam, as paisagens se transformam, mas a memória daqueles que ajudaram a construir uma terra permanece.
E enquanto houver alguém para contar essa história, a Mata dos Lopes continuará viva.
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PROFESSOR JOÃO FERREIRA – Escrito em 26 de agosto de 2026
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